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quinta-feira, 16 de março de 2017

#guiltypleasure

Há cerca de 4 anos fui à minha primeira aula de Zumba, no ginásio que na altura frequentava, devido
à insistência da minha tia que já frequentava aquelas aulas. Saí de lá a dizer que aquilo era uma palhaçada, que nunca mais iria voltar a fazer aquela aula e que foi tempo perdido. Passado 1 ano voltei a experimentar e, para minha surpresa, adorei. Foi amor, não à 1ª mas à 2ª vista.

Passados 4 anos lá continuo eu, na minha "religião", a fazer Zumba todas as semanas.
A maior parte das pessoas não percebe o porquê de gostar tanto daquilo, de não querer marcar nada à quinta-feira "porque é dia de Zumba", de passar a vida a ouvir e a cantarolar músicas espanholas. Não é fácil de explicar o quão Zumba nos faz bem (A NÓS, que praticamos). Faz bem ao corpo - ainda que não seja uma modalidade que exija uma condição física extraordinária - mas faz essencialmente bem à alma. A alegria com que as pessoas dançam, com que se libertam e deixam, durante 1 hora, os problemas de lado, os preconceitos de "não saberem dançar" e de "não serem coordenadas" completamente de parte, faz com que esta modalidade seja especial. E o facto de conseguir cativar pessoas de todas as faixas etárias, desde crianças até idosas, faz com que tudo seja ainda mais único.

Por isso mesmo hoje, quinta-feira (e dia de Zumba! YEYYY!), convido-vos a deixarem os preconceitos de lado e a deixarem-se levar, um dia destes, por esta modalidade tão divertida e tão (mas tão!) especial.



PS: Um agradecimento especial ao José Canossa que foi (e é) o grande responsável por este meu vício (saudável!). Ele é "só" O MELHOR instrutor de Zumba Fitness que aí anda! (sou suspeita ahah)


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

#agordinha

Hoje deparei-me com esta notícia acerca dos hábitos alimentares das crianças em Portugal e, de repente, senti-me novamente uma criança obesa.

Em minha casa, não havia (e não há) educação alimentar no que toca a comer verdes, comer mais grelhados e cozidos e controlar os fritos e a doçaria, isto é, o lema de vida aqui sempre foi "se apetece é para comer!" e eu, sendo educada desta forma, tornei-me rapidamente numa criança obesa. Atenção que com isto não estou a querer dizer que a minha família foi negligente, nem nada que se pareça. Simplesmente, se a menina não queria peixe, comia carne. Fizeram-me as vontades e isso, a longo prazo, foi-me prejudicial. Mas quando cresci, quando comecei a tomar consciência da realidade, também não fiz nada para mudar! E aí, só me posso culpar a mim mesma.
Nunca tive nenhum problema de saúde devido ao excesso de peso e, muito pelo contrário, sempre que fazia análises os meus valores estavam impecáveis.
No entanto, tive problemas de auto-estima, de amor próprio e até muitos desgostos no que toca a relações amorosas.

Desde cedo que comecei a ser a "gordinha engraçada".
(até porque, como já li em vários lados, os gordos são todos engraçados e quando se é gordo, tenta-se ser engraçado para ser "aceite". Mentira. Mentira total. Conheço pessoas obesas que de engraçadas e divertidas têm pouco, e muito devido à sua condição física, mas adiante.)

A "gordinha engraçada", nunca teve um namorado até entrar na faculdade.
A "gordinha engraçada" não vestia saias/vestidos com vergonha das suas coxas.
A "gordinha engraçada" comia às escondidas para não ser reprimida.
A "gordinha engraçada" não tinha assim tanta piada quando se olhava ao espelho.

Hoje em dia, continuo a ser "gordinha" (ainda que bastante menos!) e, posso dizer, "engraçada" (isso já depende dos dias!) mas muita coisa mudou. Tento todos os dias ganhar um pouco mais de confiança em mim e naquilo que sou capaz de atingir.
Hoje em dia, uso saias, vestidos e calções sem preconceito, não só porque estou efetivamente "menos gordinha" mas também porque aprendi que devo vestir aquilo que me faz sentir bem e bonita.
Hoje em dia, levo um estilo de vida mais saudável, com falhas (muitas!) mas com compensação e com equilíbrio.
Hoje em dia, consigo olhar-me ao espelho e, muitas vezes, até gostar do que vejo.

Tudo isto para tentar passar duas mensagens que, julgo, são muito importantes:

A 1ª é que, independentemente do tamanho que vestimos, o importante é sentirmo-nos bem connosco e, acima de tudo, sermos saudáveis.

A 2ª para as mães e futuras mães que possam ler: Nós somos o que comemos e os nossos filhos (ou futuros filhos) serão, em muito, aquilo que nós lhes passamos. Começar, desde pequeno, a incutir um pensamento de alimentação saudável, de equilíbrio alimentar e da importância do exercício físico (seja ele em forma de natação, futebol, dança.. o que seja...) é o 1º passo para que criemos uma criança saudável, confiante e feliz.

Até à próxima, 
Licas

imagem: google

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

#pnhc

Sexta-feira foi o último dia naquela que foi quase a minha segunda casa durante 4 anos: o Parque Nascente Health Club (mais recentemente Fitspot). Foi neste ginásio que nasceu o meu gosto pelo exercício físico. Até aí, era sedentária e o máximo que fazia era dar uma caminhada. Desde que o meu namorado me incentivou a entrar no ginásio, em 2012, que a minha vida mudou! Conheci pessoas espectaculares com quem treinei, ri, partilhei vitórias e derrotas. Pessoas que me faziam sentir em casa, de cada vez que ia treinar. Foi aqui que nasceu a minha paixão pelo Power Jump (culpa do Eduardo Pinho!), pelo Body Attack (culpa da minha Angie) e pelo meu guilty pleasure - Zumba (culpa total do Zé Canossa!).

A estes instrutores e a muitos outros que já passaram pelo PNHC e a alguns que ainda lá continuam, o meu muito muito obrigada por todos os ensinamentos, por todas as palavras de motivação e todo o tempo que me foram dispensando. Um agradecimento especial à pessoa que ainda me prendeu a este ginásio nos últimos meses - o Emanuel Xavier - por ser um profissional 100% dedicado, interessado e motivador, sem nunca perder a boa disposição e à vontade. Espero, sinceramente, e acredito que tenhas um futuro brilhante, compensador e que te faça sentir profissionalmente realizado.

A minha saída do PNHC não foi fácil. Foram 4 anos intensos e foi uma decisão muito muito pensada. Mas, afinal de contas, era inevitável.

Adeus PNHC, Olá Solinca!


terça-feira, 27 de setembro de 2016

#low

Entre lesões, incompatibilidade de horários, stress e falta de motivação, aqui estou eu, em baixo de forma: física e psicologicamente (daí a ausência do blog).

Estamos quase em Outubro e com ele vai chegar, para mim o "ano novo, vida nova": novo ginásio, novo plano de treino, novo plano alimentar e motivação renovada. Estamos quase quase lá. Sei que andei uns passos para trás, nestes últimos tempos. Mas também sei que vou voltar a andar para a frente e conseguir atingir os meus objetivos!
Quem está comigo?

Créditos da imagem: Pinterest

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

#simples

Olááá :)

a maior parte das pessoas que me acompanham nas redes sociais já sabe mas, para quem não sabe, iniciei um novo desafio profissional no princípio deste mês. A minha ansiedade estava nos 100% e o nervosismo também. O que é certo é que está tudo a correr muito bem, estou a adorar a experiência e FINALMENTE, estou a trabalhar numa coisa que gosto realmente. E era precisamente sobre experiências profissionais que vos venho falar.

Provavelmente, a maior parte das pessoas que me possam estar a ler, ainda não entraram no mercado do trabalho. E é principalmente para estas que escrevo. Como devem já saber, antes deste novo desafio profissional, estive num estágio profissional numa empresa do grupo mais conhecido em Portugal: o grupo EDP.  E como também devem saber, sou Engenheira Eletrotécnica, especializada em Energias Renováveis. Ora, fui cair num estágio que nada tem a ver com isso. Fui cair num estágio na área de gestão.

Porque é que fui para lá?
Pela razão lógica: "É A EDP", dizia eu.
"Pode ser que me abra portas dentro do grupo"
"Já está toda a gente a trabalhar e eu em casa"
"E sempre aprendo algo fora da minha área de conforto"

Sim, a última afirmação é claramente verdadeira. Aprendi bastantes coisas numa área diferente da que estudei. Mas gostei? Não. Não gostei profissionalmente. Adorei as pessoas, adorei o ambiente da empresa. Conheci pessoas fantásticas, fiz bons amigos e reforcei uma amizade há algum tempo esquecida mas profissionalmente não fui feliz. E fui para lá porque "É a EDP".

Neste momento, estou numa empresa pequenina, com 1 ano e pouco de vida, e estou muito mais feliz. Sei que é uma coisa recente (só tive 2 semanas de trabalho) e sei que ainda me posso arrepender deste texto (esperemos que não!) mas neste momento posso dizer que estou feliz profissionalmente. Estou a aprender muito, estou a conhecer o mercado energético de uma forma que nunca conhecemos na faculdade, estou a conhecer novas pessoas e estou a adorar.

Isto tudo para quê? Para vos dizer, a vocês que estão à procura de emprego ou que vão começar à procura num futuro próximo: não façam como eu! Não vão pelo fácil ou pelo que vos parece uma boa opção só porque "Ai, é a empresa X ou Y". Não aceitem a 1ª coisa que vos aparece só porque não querem esperar mais ou porque vêm que a maior parte dos vossos amigos já trabalha e vocês não. Levem o tempo que for preciso! Esperem, analisem o mercado, analisem bem as propostas e tenham em conta o quanto esse desafio vos vai (ou não) fazer feliz. É muito importante se sentirem bem no trabalho e acordarem com vontade de ir trabalhar, ir aprender coisas novas! É muito importante sentirem-se bem, sentirem que estão a fazer algo de útil. Atenção que não estou a dizer que me arrependo de ter aceitado o estágio! Nada disso! Foi uma experiência enriquecedora! Agora, se voltasse atrás, fazia as coisas de maneira diferente? Provavelmente sim.

Tenham calma, paciência e esperança e vão ver que tudo vai dar certo.




PS: Quem é que ainda não é cliente da Energia Simples? Toca a mudar, gente :P

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

#antes VS #depois

Como já aqui disse, comecei esta minha jornada há 3 anos e tal, agora quase 4. Se contarmos com o 1º ano em que não fiz nada de jeito, comecei há quase 3 anos, vá. Não foi sempre fácil, admito. Aliás, foi bem mais difícil do que fácil. Adorava poder dizer que é muito fácil comer saudável, que é sempre muito saboroso e que vivo bem sem as "porcarias" mas a verdade não é essa: muitas das vezes, é uma chatice comer saudável. É uma chatice teres que comer novamente bife grelhado ou comer sopa todos os dias (mesmo naqueles dias horríveis de calor!). É uma chatice ir a um jantar de grupo, ver os outros a come pizza, francesinha, o que seja, e tu com uma saladinha ou bife de frango. Não, não é fácil. Mas também não é impossível, basta apenas partir de nós. Sermos nós a querer. E se nós quisermos, conseguimos!

Hoje que começo um novo desafio no mundo do trabalho, que volto à rotina e que digo adeus a estes dias carregados de "comida de lixo", decidi partilhar um "antes e depois" meu, para me auto-motivar a focar novamente no objetivo (que ainda está muito longe) e para motivar quem poderá estar a começar esta luta.  Por este lado, já lá vão 21 kg, mais de 10% de massa gorda e muuuuitos centímetros.





Hoje é o dia que partilho, oficialmente, este meu mini-projeto do blogue.
Hoje é o dia em que volto à carga, ao foco e à motivação a 100%.
Hoje pode ser o dia em que tu podes também mudar! Basta querer!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

#darereceber

No passado dia 5 de fevereiro foi dia de voluntariado aqui na empresa. Assim, prai 90% dos colaboradores rumaram ao Kastelo para um dia diferente: um dia em que a palavra de ordem foi DAR.

O Kastelo é uma soon-to-be casa de acolhimento para crianças com necessidades de cuidados paliativos, ou seja, é um local que pretende dar um final de vida melhor a essas crianças. Esta casa está a ser construída pela associação nomeiodonada com a ajuda de várias empresas e pessoas anónimas.

A casa está praticamente pronta mas são precisos equipamentos e mão-de-obra para alguns acabamentos.

Assim, na sexta-feira, juntámo-nos e fomos, em representação da empresa, ajudar esta associação e o Kastelo tratando de coser a toda a roupa doada a este uma etiqueta com o nome "Kastelo, embrulhar prendas para os futuros moradores de lá e, finalmente, e talvez o mais importante, construir um passeio à volta da casa, de cerca de 140 metros.

A nossa parte ficou feita com amor, carinho e dedicação a 100% de todos os voluntários. Foi um dia diferente, divertido e, acima de tudo, compensador pois saímos de lá de coração cheio e com a certeza que já fizemos o bem a alguém que tanto precisa dele :)

Fazer voluntariado é isto: dar, sem esperar receber nada em troca. No entanto, no fim, recebe-se muito, apenas com um simples sorriso.